Tripeiro na Noruega

História de um tripeiro que se aventurou em rumar à Escócia e acabou na Noruega

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Multa!!!!

Sim, sim fui multado! Há sempre uma primeira vez...

Não desta feita não foi como o meu amigo Eric (Sueco ajuizado e que não diz mal dele a ninguém) que por conduzir a 107km/h, num local que não se pode ultrapassar os 90, pagou 620EUR... não, não comigo foi diferente, muito diferente.

Não é que me multaram por não comparecer a uma vacinação!!! Sim, não foram os 620 EUR, apenas uns 22 EUR, mas xiça eu nem sequer tinha sido notificado!

É assim, por cá, quem falha marcação é multado. Eis uma boa para recuperar a economia Portuguesa, cada tipo que falhasse uma consulta...pimba multa no gajo.

Ah não sabias? Informasses-te!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Expedição a Gamledammen

O nome diz tudo!!! ...ou então não.

- Onde tudo começou -

Gamledammen fica a uns escassos 3km do centro de Drammen , vizinha à pista de downhill, e o que o torna singular é o facto de ser um curso de água cavado, bem fundo, na rocha.

Ao iniciarmos a subida do riacho, somos ladeados por escarpas que nos deixam boquiabertos, pois além de serem altas o estreito formado por elas tem apenas uns 20 metros.

- Aspecto das escarpas -

Mas à medida que vamos subindo, as escarpas agigantam-se e até mesmo as árvores parecem pequenas...


A subida leva cerca de uma hora a andar bem e é nos últimos metros que as surpresas espreitam.O estreito aperta para uns meros 3 metros e a escarpa cerca-nos, e só com a ajuda de uma escadaria cravada na pedra é que é possível prosseguir, e mesmo esta a temos de partilhar com a água que escorre abundante.




- Subida na vertical -

E é depois de subirmos estes últimos 50 metros, uns mais outros menos molhados, que temos uma visão global de toda a área.


- vista sobre o desfiladeiro -


- um olhar para baixo, onde se pode ter uma ideia da altura que subimos -
( clicar na imagem para descortinar um último explorador que ainda vem a caminho ) -

Por fim chegamos ao nosso merecido destino, um pequeno e bonito lago, que nos convida ao mergulho.

- Vista para o lago -

sábado, 12 de junho de 2010

A ponte pedonal


Já lá vão alguns meses que escrevi sobre a cidade que agora me acolhe, na altura o Sol punha-se às 16h00, agora são 22h30 e o Sol está a pôr-se e à meia noite ainda há claridade.

Tal como na minha cidade, Porto, é em torno do rio que a cidade cresceu e é nas suas redondezas que a cidade ganha cor.
Hoje falo-vos do espaço nobre da cidade, a ponte pedonal.



- Algumas fotos da ponte -

A ponte é em si uma obra de arte, como pode-se ver pelas fotos, com um design pouco usual e com um enquadramento fantástico, de um lado a natureza abundante, do outro edifícios espelhados de habitação e a biblioteca da cidade.

- Bliblioteca municipal de Drammen, a espelhar a ponte -

- Edifícios de habitação -

Estes edifícios além do lugar de garagem, têm direito, igualmente, ao lugar para o barco, na marina do condomínio...Luxo!

No caso de se virem a passear junto da ponte, é obrigatório dar um salto à zona de bares e gelatarias na zona Sul e à porta da biblioteca.


- Zona de bares, restaurantes e gelatarias -

- Vista da zona de bares para o rio e ponte -

- Vista da outra margem -

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Então!

"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.


Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajecto, quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.


Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.


Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.


Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projecto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.


Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar. Estejamos vivos, então! "


Pablo Nerud


Para quem é cidadão Europeu e queira autorizacão permanente de residência e trabalho na Noruega: https://selfservice.udi.no/


sábado, 1 de maio de 2010

A cidade das estátuas



Hønefoss fica nas margens do rio que abastece as margens do fiorde Tyri e apesar de estar a uns escassos 50 km de Oslo, parece perdida do mundo. Porventura ganhará vida no Verão, mas enquanto o fiorde não acordar tudo parece estar parado no tempo.

- vista sobre o fiorde ainda congelado-

-cais à espera do sol do verão para ganhar vida-

A cidade é recheada por estátuas alusivas aos animais que vivem nas redondezas, com evidência para os ursos e alces. Elas estão por todo o lado, nas ruas comerciais da cidade, pracetas, pontes, parques de estacionamento e até nos bares



-Algumas das estatuetas que gostei mais -

Entretanto voltarei para a visitar lá para o Verão...

Entretanto vejam este tipo e p.f. não tentem repetir lá em casa ;)



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Drøbak - uma cidade à entrada do Fiorde de Oslo

Drøbak, a cidade mais mediterrânica que avistei por estas terras, acolhedora e voltada para o mar .


- Vista sobre o fiorde -

A cidade, a zona antiga da cidade, é dominada pela pequena doca, na qual os iates de luxo partilham as águas com os rústicos barcos de pesca e pelos elegantes cisnes.



- Vista sobre o cais -

- A viagem foi em tudo semelhante a tantas outras, mas com a particularidade de termos passado por baixo do oceano...

A cidade é cheia de pequenos e deliciosos pormenores, com esculturas aqui e ali, com as sereias a reinarem na zona das docas.


- Sereias sob o cais -


O centro histórico da cidade, praça principal, é dominada pela biblioteca e pelas casas tradicionais que a ladeiam.

- a biblioteca -





- lojitas da praça-


- o pescador -

Um último pormenor ....


domingo, 4 de abril de 2010

Espiral de Drammen

Eis que chegou a Primavera e o desabrochar de Drammen acontece!!!

O Inverno com o seu manto branco tudo cobre, mas com a Primavera, a pouco e pouco, o manto vai-se levantando e desvendando a paisagem escondida...

Tudo está a desabrochar, e eis que surge a oportunidade para dar uns passeios por Drammen, já sem o gelo sob os pés.

Spiralen foi o primeiro destino. O acesso dá o nome ao local, do alto do monte a vista é surpreendente, mas é o acesso que o torna singular.
Para chegar ao topo do monte temos de seguir por uma gruta escavada na rocha, no início do século XX, e que tem a forma espiral, há semelhanca dos acessos do silo-alto, vizinho ao Hotel Infante D. Henrique, mas mais claustrofóbico.

- Entrada para a gruta em espiral -

- Aspecto cavernoso do túnel -

- Escultura plantada a meio caminho, bem a propósito -

A vista lá de cima é esmagadora, sob todo o vale, com o rio lá em baixo que corre em direccão ao fiorde de Drammen.


- Eis a impressionante vista -

Esta imagem deverá ser acompanhada pelo imortal Louis Armstrong :






Tudo de Bom!!!